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  • Juliana -Gatil Don Ramiro

É uma doença genética que geralmente acomete persas, exotic shorthair e himalaios (persa colourpoint)). Começa com uns cistos que vão se agravando até a falência renal.


Formulário e Swabs do Laboratório Animals DNA:

Abaixo, uma explicação mais aprofundada sobre o assunto:


" DOENÇA DO RIM POLICÍSTICO (PKD1) EM FELINOS INTRODUÇÃO A DOENÇA DO RIM POLICÍSTICO (PKD) É UMA ANORMALIDADE BEM DOCUMENTADA EM GATOS DOMÉSTICOS. RINS CÍSTICOS PODEM OCORREM ESPORADICAMENTE EM QUALQUER POPULAÇÃO DE GATOS. PKD NÃO É UMA DOENÇA NOVA E TEM SIDO RELATADA NA LITERATURA POR MAIS DE 30 ANOS. A FORMA HEREDITÁRIA DA DOENÇA PODE NÃO TER OCORRIDO INICIALMENTE EM GATOS PERSAS COMO UMA NOVA MUTAÇÃO, MAS, TALVEZ EM GATOS CRUZADOS ALEATORIAMENTE. INFELIZMENTE, PKD1 NÃO POSSUI FORTES INDÍCIOS CLÍNICOS. A APRESENTAÇÃO DA DOENÇA É SEMELHANTE A UMA DAS CAUSAS MAIS COMUNS DE ÓBITO EM QUALQUER GATO - FALHA RENAL. ASSIM, PKD1 PERMANECEU SEM SER NOTADA POR MUITOS ANOS E SE ESPALHOU NA RAÇA PERSA. QUALQUER RAÇA QUE TENHA UTILIZADO O GATO PERSA EM CRUZAMENTOS INICIAIS OU EM SUA PROPAGAÇÃO DEVE SER ALVO DE PREOCUPAÇÃO PARA PKD1. EM GATOS PERSAS, ESSA CONDIÇÃO MOSTROU SER UMA HERANÇA DE UM ÚNICO GENE AUTOSSÔMICO DOMINANTE. ESTIMA-SE QUE MAIS DE 37% DOS GATOS PERSAS APRESENTEM PKD1, UMA RAÇA QUE CONSTITUI QUASE 80% DOS CRUZAMENTOS. MUITOS CRIADOUROS PODEM REDUZIR GRANDEMENTE ESSA FREQÜÊNCIA ATRAVÉS DO USO DE EXAMES DE ULTRASSOM E EVITAR O CRUZAMENTO DE GATOS AFETADOS. INFORMAÇÕES DETALHADAS DE PKD1

GENÉTICA E HEREDITARIEDADE O ACOMETIMENTO PRECOCE, A APRESENTAÇÃO BILATERAL (AMBOS OS RINS) E MÚLTIPLOS CISTOS SÃO TODAS CARACTERÍSTICAS DE FORMA HEREDITÁRIA DA DOENÇA. OS CISTOS RENAIS NA PKD1 APRESENTAM-SE MUITAS VEZES ANTES DOS 12 MESES DE IDADE. CONTUDO, A FALHA RENAL OCORRE GERALMENTE NUM ESTÁGIO POSTERIOR. ASSIM, PKD1 É CONSIDERADA UMA DOENÇA DE ACOMETIMENTO TARDIO. EM CRUZAMENTOS, PKD1 É HERDADA COMO UMA CONDIÇÃO AUTOSSÔMICA DOMINANTE, O QUE IMPLICA EM QUE UMA CÓPIA DO GENE É NECESSÁRIA PARA PRODUZIR PKD1. GERALMENTE, 50% DOS FILHOTES CUJOS PAIS APRESENTAM PKD1 HERDAM A DOENÇA. UM GATO POSITIVO PARA PKD1 PODERIA SER POTENCIALMENTE PARA PKD1 E TODOS OS FILHOTES PRODUZIDOS APRESENTARIAM PKD1. SUSPEITA-SE QUE GATOS HOMOZITOS PARA PKD1 NÃO SEJAM ABUNDANTES E QUE A FORMA HOMOZIGOTA SEJA LETAL AIND NO ÚTERO OU APRESENTE UMA FORMA SEVERA DA DOENÇA EM TENRA IDADE. MAIS PESQUISS SÃO NECESSÁRIAS PARA PROVAR OS EFEITOS DAS CONDIÇÕES HOMOZIGOTAS. QUAIS GATOS DEVERIAM SER TESTADOS PARA PKD1? ATUALMENTE, RECOMENDAM-SE OS TESTES DE PKD1 SOMENTE PARA AS RAÇAS: BRITÂNICO DO PÊLO CURTO, PERSA, EXÓTICO, FOLD ESCOCÊS, BURMILLA, HIMALAIO E CRUZAMENTOS DE PERSAS. PKD1 É MAIS COMUM EM GATOS PERSA E RAÇAS RELACIONADAS QUE UTILIZARAM O PERSA NO PROGRAMA DE CRUZAMENTO (EXÓTICO, HIMALAIO, AMERICANO DO PÊLO CURTO, FOLD ESCOCÊS). OUTRAS RAÇAS PODEM TER HERDADO O GENE PARA PKD1 POR CRUZAMENTO ACIDENTAL DE RAÇA PURA OU DE CRUZAMENTO ALEATÓRIO."

Fonte: Laboratório Genera - https://genera.com.br/teste-dna-animal.php (acessado em 11 de outubro de 2017) Este laboratório realiza exames através de SWABS ("cotonetes")


Lista de laboratório que realiza estes e outros exames genéticos:


http://www.animalsdna.com/www.animalsdna.com/index.html (Paga-se pelos swabs e ao pagar os testes, eles dão desconto no swabs já adquiridos)


https://genera.com.br/teste-dna-animal.php (através de swabs)


http://www.vetdna.com.br/ (através da coleta de sangue)

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  • Juliana -Gatil Don Ramiro

"Erradamente chamadas de aids felina, essas doenças merecem ser conhecidas pelos proprietários de gatos.

Estava navegando na internet e encontrei esse texto direto e simples feito pelo colega veterinário dr Reginaldo Pereira, especialista em medicina felina.

Tão quão importante o diagnóstico das retroviroses felinas(FIV e FeLV), é também o esclarecimento e a conscientização dos proprietários em relação à transmissão,epidemiologia e cuidados com o paciente infectado.As duas enfermidades possuem algumas características semelhantes.São causadas por retrovírus,a FeLV(Leucemia Felina) é por um Retrovírus Gama com vários subtipos e a FIV(Imunodeficiência ou AIDS Felina) é causada por um Lentivírus.Ambos são transmitidos por contato direto,como lambeduras e mordidas,mas também através da amamentação, por via placentária,transfusões sanguíneas e muito dificilmente pelo coito(FIV).São doenças comuns em locais com muitos gatos aglomerados,onde há o contato direto próximo e frequente entre os indivíduos.Ambientes onde há um fluxo de entrada e saída constante de animais também favorecem a proliferação dos vírus.A FIV e a FeLV predispõem aos gatos acometidos várias doenças e quadros mórbidos,diminuindo bastante a espectativa de vida.Ambas podem causar imunodeficiências e surgimento de neoplasias malignas nestes animais.Estes retrovírus destroem as células de defesa do felino,proporcionando infecções secundárias,como distúrbios intestinais,problemas neurológicos,anemias profundas,infecções na pele,micoses,gengivites,periodontites,otites e falência orgânica mais tardiamente.Por interferirem na replicação das células do gato,principalmente o FeLV,predispõem o animal infectado à formação de tumores em qualquer região ou sistema orgânico,principalmente ao surgimento de Linfomas.Geralmente ,a maneira de como o gato infectado irá apresentar a doença dependerá da fase da vida em que acontece a contaminação.Pacientes que se infectam quando filhotes ou jovens tendem a desenvolver a enfermidade de uma forma mais grave ou destrutiva.O diagnóstico precoce é importante,principalmente para impedir a proliferação da doença,mas como também para dar um suporte ao felino acometido.Há exames rápidos para a detecção de animais positivos como o sorológico(ELISA),que é o teste inicial a ser realizado.Quando ou quais gatos deverão ser testados?Gatos recém adquiridos,principalmente vindos da rua,devem ser testados antes de entrarem no ambiente.Filhotes antes da vacinação.Doadores de sangue.Animais que têm acesso à rua.Todo e qualquer felino doente e gatos que tiveram contato com soropositivos.O teste FIV e FeLV é de resultado 100% seguro?Não,nenhum teste é de sensibilidade 100%.Podem ocorrer falsos-positivos e falsos-negativos,por problemas na coleta e pela fase da doença no animal,como por exemplo.É muito importante retestar o animal em casos duvidosos com 30 a 60 dias,e é necessário salientar que NEM TODO ANIMAL POSITIVO ESTÁ DOENTE,alguns casos o felino consegue debelar a infecção,ficando livre da doença.Pode-se lançar mão a outros tipos de exames,conjuntamente com os sorológicos,como os testes de PCR RNA-viral ou DNA-viral(Pró-Vírus),ajudando a identificar animais infectantes e não-infectantes.A prevenção é de fundamental importância.Existe vacina somente contra FeLV aqui no Brasil.Gatos de grupos de riscos devem ser vacinados,como os que vivem semi-domiciliados e de ambientes com vários outros indivíduos.Não recomenda-se vacinar animais que vivem isolados em apartamentos,sem contato com outros gatos,não é necessário nestes casos.A castração precoce pode diminuir o risco de infecção,visto que dificulta o comportamento de risco do indivíduo,em sair e brigar com outros gatos.Deve-se evitar,também,a entrada de novos animais,principalmente não-testados e de origem desconhecida.Em casos positivos,recomenda-se separar o felino doente,evitando que este saia ou entre em contato com outro gato.O tratamento é praticamente de suporte,visto que os anti-virais humanos recomendados são de difícil acesso.Uma excelente alimentação,cuidados higiênicos,profilaxia dentária,vacinação,vermifugação em dia e claro acompanhamento veterinário,são fundamentais.Devido à natureza das duas doenças,um gato com FIV geralmente vive mais do que um com FeLV.Animais com o vírus da Leucemia Felina tendem a desenvolver quadros mais graves precocemente.Finalmente,as duas doenças NÃO ACOMETEM O SER-HUMANO.Inúmeros trabalhos e pesquisas já comprovaram que a AIDS Felina e a Leucemia Felina NÃO é transmitida ao homem. "

Fonte: https://www.petlove.com.br/dicas/fiv-e-felv-o-que-os-proprietarios-devem-saber


Não importa o que digam, gatos devem ser testados para fiv e felv. Essas doenças são transmitidas somente a outros gatos e como debilitam o sistema imunológico do felino, deve ser constantemente monitorada por um veterinário. Qualquer simples gripe pode ser agravada se o gatinho tiver essas doenças. Gatos positivos não devem ser misturados com gatos negativos.

Nosso gatil é todo testado para essas doenças. E toda vez, quando adquirimos um novo membro da família, colocamos esse gatinho em quarentena e fazemos o FIV e Felv nele antes de introduzimos no nosso plantel.


Existem 2 tipos de teste o laboratorial, onde o veterinário colhe o sangue e manda analisar no laboratório e o tipo ELISA (semelhante a um teste de gravidez), onde o veterinário colhe o sangue, mistura com o reagente e coloca a amostra no buraco e espera os "risquinhos" que indicarão se o gatinho é positivo ou negativo. A seguir, temos um laudo de nosso gatil, emitido pelo nosso veterinário, Dr. Fr

ancisco e em seguida o da IDEXX.







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  • Juliana -Gatil Don Ramiro

Os gatos estão se tornando o pet preferido para muitas pessoas. Nos Estados Unidos, por exemplo, já é o animal de estimação mais presente nas casas das famílias. Apesar de serem animais dóceis, amáveis e bem adaptados à vida dentro de casa, eles possuem uma série de particularidades que devem ser respeitadas. Talvez a maioria dessas particularidades venha de um fato que quase todo dono de gato já percebeu - esses bichanos têm ainda muita ligação com seus ancestrais, os felinos selvagens. Confira neste artigo quais são as principais características de alimentação e nutrição que os gatos apresentam.

Gatos: Carnívoros obrigatórios?

Os gatos são o que podemos chamar de carnívoros obrigatórios, ou como preferem alguns, carnívoros estritos. Apesar dos cães também pertencerem a Ordem dos Carnívoros, eles possuem uma gama de preferências alimentares muito maior do que a dos gatos, podendo até ser classificados por alguns autores como onívoros – animais que comem de tudo. É um erro bastante comum olhar para um gato como um ‘cachorro pequeno’. Nada poderia estar mais longe da verdade! Apesar de muitos acreditarem erroneamente que seus cuidados se assemelham ao de um cão pequeno, os gatos apresentam necessidades especiais e precisam de uma alimentação apropriada. E esse é um assunto bem sério, pois as deficiências nutricionais ocasionadas por uma dieta inadequada podem levar os gatos a apresentarem desde sintomas sutis, como problemas de pele, até quadros graves, como alterações neurológicas, fraqueza e até mesmo a morte. Os gatos desenvolveram estratégias específicas para metabolizar proteínas, aminoácidos, gorduras e vitaminas. Por exemplo, a necessidade mínima de proteína de um gato em crescimento é aproximadamente 50% maior daquela de um cão da mesma idade, e a quantidade proteica para a manutenção de um gato adulto é no mínimo 40% maior do que a de um cão adulto! Ou seja, gatos precisam de dietas ricas em proteínas, especialmente as de origem animal. Essa alta demanda proteica é, em parte causada pela capacidade que os gatos possuem de utilizar aminoácidos (que são as moléculas formadoras das proteínas) como base para a produção de energia. Essa adaptação é provavelmente uma herança do seu passado de carnívoro caçador, onde a carne (que é composta quase que exclusivamente de proteínas) constituía a base de sua dieta. Um gato adulto necessita que sua dieta contenha no mínimo 25% de proteína para a sua saudável manutenção. Entretanto, estudos enzimáticos mostram que nos felinos o sistema digestivo está permanentemente ativado para lidar com estas altas quantidades de proteína proveniente da alimentação. Esta alta ativação faz com que haja um grau de perda ‘obrigatória’ das proteínas ingeridas, o que torna muito importante mantermos SEMPRE níveis altos de proteína na alimentação destes animais.

Mas o que o gato comia na natureza?

Os felinos são caçadores natos. Na natureza, quase a totalidade das espécies destes animais possuem grandes áreas de uso e grande capacidade de locomoção, despendendo boa parte de seu período de atividade em busca de presas e defendendo seu território. Por isso existe a tendência de nossos amigos gatos em passear tanto pela rua e adjacências – eles estão apenas repetindo o comportamento de caça e patrulha do território herdado de seus antepassados selvagens. Apesar disso, sabemos que hoje em dia é muito perigoso deixar o gato livre, principalmente pelas ruas em centros urbanos, onde há o risco de atropelamentos, brigas e quedas. Felizmente, o gato doméstico se adaptou bem em viver dentro de casa. Dado a este histórico caçador, não é de se espantar a predominância da proteína na alimentação dos gatos. Afinal caça significa presas, e presas significam carne! E os felinos estão muito bem adaptados para isso. Eles possuem grandes dentes carniceiros e um limitado número de pré-molares e molares – ou seja, estão mais preparados para rasgar a carne do que para mastigar grãos e raízes. Na natureza, os grandes felinos arrancam com os dentes caninos pedaços de carnes que são engolidos inteiros, já os pequenos felinos usam seus molares mais extensivamente para mascar e moer o alimento antes de engolir. Muito raramente os felinos selvagens ingerem algo que não seja de origem animal. Mesmo com menor importância relativa, os carboidratos devem é claro estar presentes em uma dieta completa e balanceada. Não é porque o seu gato tem ancestrais caçadores que ele será mais saudável se você o alimentar apenas com Filé Mignon. Na natureza, os felinos ingerem pequenas porções de carboidratos indiretamente ao se alimentar das vísceras (contendo restos alimentares de vegetais pré-digeridos) de suas presas. As gorduras (ou lipídeos) são também um dos ingredientes principais da alimentação dos felinos. As presas ingeridas na natureza são também ricas em gorduras, e, portanto, é fundamental que a ração comercial moderna siga à risca essa necessidade. Por isso é muito importante que os alimentos fornecidos para os gatos, respeitem esse passado evolutivo destes animais. Devem ser mais ricos em proteínas e gorduras de fontes animais de boa qualidade, possuir quantidades balanceadas de vitaminas e minerais, e baixa quantidade de carboidratos.

Principais diferenças alimentares entre cães e gatos

Conforme já citado neste artigo, os gatos são muito diferentes dos cães. Na parte nutricional existem uma série de particularidades dignas de nota:

- Trato digestivo:

O trato digestivo do gato está mais adaptado a digerir exclusivamente proteínas animais do que o dos cães. Cães têm no total 42 dentes permanentes, e gatos têm apenas 30. Essa diferença numérica está principalmente nos dentes molares e pré-molares que são os responsáveis por triturar alimentos compostos por fibras e/ou carboidratos. No estômago, os gatos apresentam pH mais ácido, o que ajuda a digerir a carne ingerida. O intestino é mais curto, pois a digestão de alimentos ricos em proteína é mais rápida do que de vegetais crus, por exemplo. Felinos tem o ceco e o cólon (intestino) pouco desenvolvidos, limitando a digestão de carboidratos complexos (fibras).

- Proteínas:

Além de precisarem de mais proteína, gatos tem baixíssima capacidade de digerir proteínas de origem vegetal. Outra diferença é que o gato não consegue “armazenar” os aminoácidos que são ingeridos através da ingestão de proteína, ou seja, por mais que o bichano tenha uma refeição rica em proteínas hoje, se amanhã a dieta for pobre ele não conseguirá utilizar os aminoácidos excedentes da refeição anterior. Por isso é obrigatório que o gato ingira proteínas de origem animal em quantidade suficiente em todas as refeições durante a sua vida.

- Carboidratos:

Gatos possuem baixa tolerância a dietas ricas em carboidratos, pois seu metabolismo evoluiu para gerar energia (glicose) através da ingestão de proteínas e gorduras (oriundas das presas). Por isso que o Garfield engordou tanto! Gatos não foram feitos para comer lasanha! Excesso de carboidratos pode trazer graves problemas digestivos e metabólicos aos felinos, como por exemplo, obesidade e diabetes.

Os nutrientes que apenas os gatos necessitam na dieta

Além das diferenças explicadas acimas, os felinos possuem necessidades nutricionais que somente eles apresentam, em comparação a outros pets e ao homem:

- Taurina e arginina:

Os felinos precisam ingerir dois aminoácidos obrigatoriamente pois não conseguem “fabricá-los” através do metabolismo de proteínas: a Arginina e a Taurina. Esses dois nutrientes são encontrados em níveis altos somente na proteína de origem animal. Esse fato confirma que durante a evolução dos felinos, seu metabolismo não foi “obrigado” a se adaptar à falta desses nutrientes (como ocorreu nos cães), por isso os gatos não podem deixar de ingerir esses dois aminoácidos em hipótese alguma.

- Gorduras de origem animal:

Os gatos não são capazes de sintetizar o ácido araquidônico, que é um ácido graxo essencial (um tipo de gordura indispensável para o metabolismo animal, pois entra na composição de hormônios, membranas celulares e em uma série de outros importantes processos biológicos) proveniente da ingestão de gordura. As dietas para felinos devem conter este ácido graxo e, na prática, significa que rações para gatos devem apresentar gordura animal em sua composição. A gordura vegetal não tem (ou tem muito pouco) ácido araquidônico.

- Vitamina A: Os gatos não conseguem converter o betacaroteno (presente em muitos alimentos de origem vegetal) em vitamina A. Essa vitamina é encontrada em algumas vísceras (fígado principalmente) das presas que os felinos ingerem.

Suprindo essas necessidades

Agora que você já entende mais sobre as necessidades e particularidades nutricionais do seu felino, já parou para pensar se está respeitando a natureza alimentar dele? Felizmente, hoje em dia já existem rações que levam em consideração todas essas particularidades, suprindo com excelência as necessidades nutricionais dos gatos. Além de suprir, alguns alimentos industrializados mais avançados vão além, entregando benefícios reais para manutenção da saúde dos felinos domésticos. Dentro da categoria das rações super premium (classificação mais alta de qualidade do mercado) existe a linha Grain Free (livre de cereais/sem grãos) e Low Grain (baixa quantidade de cereais), desenvolvida após muito estudo do metabolismo felino. Essas rações utilizam proteínas e gorduras de origem animal de alta qualidade, sem grãos, ou apenas com cereais ancestrais (igual na natureza). Além disso são alimentos livres de ingredientes transgênicos e conservados naturalmente.

Para saber mais sobre esse e outros assuntos acerca dos animais de estimação, continue acompanhando nosso blog onde semanalmente você terá disponível um conteúdo inédito desenvolvido especialmente para proprietários de cães e gatos.


Fonte: http://blog.farmina.com.br/particularidades-nutricionais-dos-felinos

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Sou Juliana Ramiro, professora de letras e literaturas, pós graduada na UFRRJ em história e cultura africanas, afro e afro-brasileira, com curso de 6 meses de , auxiliar Veterinário. Proprietária do Gatil Don Ramiro. Crio persas e persas colourpoint e exotic shorthair, com muito amor. Estou diretora do Clube felino CARIOCAT/TICA. 
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